Só adote um animal depois de refletir sobre isso e em todas as conseqüências que a Posse Responsável de um bicho pode trazer para a sua vida e para as vidas das pessoas que moram com você.

Pergunte tudo sobre o estado de saúde e as condições do animal. Ele já foi castrado? Qual sua idade (ainda que estimada)? Qual sua procedência? Qual seu histórico de saúde? Quais são as características de seu comportamento?

Evite adotar de quem faz de tudo para você levar o bicho. Um protetor consciente não empurraria um pastor alemão para quem vive em um apartamento, por exemplo, pois há grandes chances da adoção não dar certo.

Inspecione o local em que o animal está abrigado. O lugar onde ele está exposto jamais poderá ter cheiro forte e deve estar limpo e em ordem, assim como o próprio animal. Denuncie maus-tratos.

Verifique se o animal foi devidamente vermifugado e vacinado. Peça sua carteira de vacinação, confira as vacinas, vermífugos e as datas em que eles foram administrados. A carteira deve estar assinada e autenticada por um veterinário.

Fonte: uol

Antes de mais nada, deve ficar claro que doar um animal que você comprou ou adotou é a última atitude a ser considerada. Os animais se apegam às pessoas e sofrem muito quando se sentem rejeitados. Somente em último caso, se não tiver outro jeito mesmo, então pense em doar.

Só que é necessário ter muito cuidado ao escolher a quem dar o animal, principalmente se o novo adotante é um estranho. Hoje é muito comum as doações serem combinadas pela internet, e isso pode ser a pior coisa para a vida do bichinho. Pode parecer absurdo para alguns, mas tem gente que adota exclusivamente com o objetivo de maltratar mesmo. Os cuidados devem ser redobrados nos casos de doação de animais de cor preta (principalmente gatos, mas também cachorros), pois são especialmente procurados por gente maluca para rituais de magia negra. O perigo é maior nas sextas-feiras 13 de qualquer mês, no Dias das Bruxas (31 de outubro), no Dia de Finados (2 de novembro) e nos dias próximos a estas datas. 

1) Entreviste rigorosamente cada interessado em seu bichinho. Pergunte quais as razões o fazem querer um cão ou gato; se ele já teve outros animais; com que idade e do que morreram esses outros animais; se ele tem espaço físico em casa compatível com as necessidades do animal; se ele tem alguém que possa se responsabilizar pelo animal durante ausências prolongadas como nos feriadões ou nas férias. Se possível, converse também com familiares e até mesmo vizinhos do candidato. Se considerar qualquer coisa estranha ou insatisfatória, diga não e procure outro adotante.

2) Faça questão de você mesmo levar o animal até a casa do adotante. Verifique se o ambiente é limpo, se o espaço é suficiente e se os outros moradores concordam com a adoção. Observe muros, portões e grades e certifique-se que a casa é segura o bastante para evitar que o animal fuja. No caso de doação de gatos, as janelas devem ser teladas. Se tiver outros animais na casa, observe o comportamento deles - se são tristes, malcuidados, medrosos demais ou agressivos. Se considerar qualquer coisa estranha ou insatisfatória, diga não e procure outro adotante.

3) Não se recomenda doar animais para pessoas que passam a maior parte do tempo fora de casa. Os cães gostam de companhia e sofrem com períodos prolongados de solidão. Por se sentir só, o cão pode ter mudanças de comportamento e passar a destruir objetos pela casa, urinar onde não deve ou ainda latir a ponto de incomodar os vizinhos, fatos que podem causar a devolução do animal. 

4) Procure saber se o animal ficará solto ou preso e se o adotante poderá oferecer pelo menos um bom passeio diário ao cão (sempre com coleira e guia). Animais que vivem confinados em pequenos espaços ou presos em correntes podem sofrer graves distúrbios de comportamento, desconforto, atrofia óssea ou muscular, obesidade e depressão. No caso de candidatos a adotantes que morem em apartamento, informe-se se o animal poderá conviver com a família. Infelizmente é muito comum que cães de apartamento fiquem isolados em terraços ou lavanderias minúsculos, sem ter acesso aos demais ambientes. Se perceber que a situação é essa, diga não e procure outro adotante.

5)  Também não se recomenda doar animais para pessoas que moram em casas que compartilham o quintal com outros vizinhos - várias casas dividindo o mesmo quintal ou áreas de circulação externas. Os demais moradores podem não gostar da presença do animal no quintal e nesses casos o bicho pode correr sérios riscos de agressão ou envenenamento. 

6) Uma situação que pode complicar muito a vida do animal, é quando os pais não gostam, não têm tempo nem paciência, mas arrumam um bichinho somente para fazer a vontade do filho. Não se pode esperar que crianças tenham a responsabilidade de cuidar de qualquer animal como ele precisa - higiene, alimentação, passeios etc. Se perceber que a situação é essa, diga não e procure outro candidato.

7) Fale claramente para o adotante que ele pode devolver o animal a qualquer momento caso a adoção não dê certo. Há muitos casos de adotantes que se arrependem e acabam soltando o animal na rua por não saberem o que fazer com ele. Também diga claramente ao adotante que você espera que ele trate bem do animal e que a doação será cancelada no caso de maus-tratos ou negligência.

8) Para saber se há maus-tratos ou negligência, é preciso acompanhar o animal na nova casa, pelo menos por uns tempos. Telefone de vez em quando e mostre interesse pelo destino do animal. Combine com o adotante de fazer visitas periódicas e observe bem se o bichinho apresenta mudanças significativas de comportamento. Se achar qualquer coisa estranha, pegue o animal de volta imediatamente.

9) Peça ao adotante para preencher o Termo de Adoção Responsável (modelo abaixo para copiar e imprimir). Esse documento esclarece quais são as responsabilidade do adotante. Deixe uma cópia com ele e guarde a via original com você, junto com as cópias xerox do RG, CPF e comprovante de residência do adotante. Caso mais tarde você constate situação de negligência ou maus-tratos, poderá usar esses documentos para fazer a denúncia.

10) Uma condição essencial é entregar o animal (seja macho ou fêmea) já castrado ao adotante. Isso impedirá que ele venha a ser explorado por criadores inescrupulosos que se fazem passar por adotantes. Isso acontece muito no caso de cães de raça e se for essa a intenção da pessoa, ela perderá o interesse ao saber que o animal já foi castrado. No caso de animais SRD (sem raça definida), a castração evitará que venham ao mundo mais filhotes indesejados, abandonados ou maltratados. Na cidade de São Paulo, a Lei municipal 14.483/2007 proíbe a venda ou doação de animais não castrados e a prefeitura oferece Castração Gratuita. 

11) No caso de animais das raças com fama de agressivas, como por exemplo pit bulls, rottweilers e mastins napolitanos, todos os cuidados devem ser redobrados. Além dos criadores inescrupulosos, essas raças costumam ser vítimas de outras crueldades. Há quem procure esses cães para rinhas ou até mesmo como "arma" para a prática de assaltos. Há também particulares e empresas de locação de cães para guarda que se fazem passar por adotantes para conseguir animais de graça - geralmente esses animais passam uma vida de solidão e privação, condições sofríveis que podem transformar o bicho mais doce doce do mundo numa fera. Fique atento a esse tipo de adotante.

12) O adotante deve ter condições financeiras para atender às necessidades do animal em termos de alimentação, vacinação e saúde. De nada adianta doar um animal para quem não pode dar os cuidados que ele precisa. 

13) Abandonar ou maltratar animais é crime. Pena: 3 meses a 1 ano de detenção e multa (Lei federal 9605/98)

Não sinta vergonha por fazer tudo isso. Lembre-se que o animal é seu e você o entrega somente se quiser e a quem quiser.

 

 

Fonte: Blog Adotação